Fiz uma cirurgia plástica que estava precisando fazer há anos.
Redução de mama.
Sempre tive mamas enormes, fui muito magra e eles pesavam demais. Com a idade, 2 filhos, ganho de peso, tudo piorou muito.
A coluna reclamava demais, a autoestima foi pro caixa prego, dentre outros incômodos.
As tentativas foram inúmeras em vários anos de fazer essa cirurgia. Plano de saúde, particular, rede púbica. Tentei de tudo, de várias formas, de todos os jeitos.
E acabei fazendo particular mesmo, depois de muitas frustrações com o plano de saúde. Essa é outra história que contarei outra hora.
Mas o fato é que fiz! Tá feito! Não tem volta!
E é coisa de doido... uma mudança muito grande, estou me acostumando ainda.
Fora a recuperação, que é bem chata. Muitas restrições pra uma pessoa tão ativa e cheia de tarefas. Difícil.
Depois de uma infecção pós operatória, que gerou um grande susto e quase uma crise de depressão, acho que agora a coisa engrenou. 45 dias corridos de cirurgia. Um caminho ainda a ser percorrido para saber o resultado final e saber se ficarei plenamente satisfeita ou não.
Agora, nesse momento, estou tentando me adaptar. A novos formatos: foi embora mais da metade dos seios. A uma incapacidade física provisória: dona de casa com 2 filhos, não tá sendo fácil. A aprender a controlar a ansiedade: esperar uma vida inteira por essa cirurgia e ter que ter paciência pra lidar com os imprevistos e resultado a longo prazo tá sendo um grande exercício.
E o espelho? Ah, o espelho tem sido um personagem a parte dessa história. Às vezes um amigo, às vezes um estranho. Fato é que estou com dificuldade de reconhecer esse novo corpo e isso é esquisito, porque foi uma cirurgia muito planejada, desejada e necessária. Mas está tudo fora da ordem ainda... e eu estou colocando tudo na conta do medo e da ansiedade. Nessa etapa do processo, nada é definitivo ainda... o tamanho me disseram que vai diminuir, as formas vão mudar, as cicatrizes vão amenizar... e haja paciência, repouso e abstração de tudo que está em volta!
No ar que eu respiro eu sinto prazer de ser quem eu sou, de estar onde estou!
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Olha a Onda!
Há épocas em que muitas coisas acontecem ao mesmo tempo. E eu, pessoa ansiosa, estou me virando aqui pra não surtar!
São 2 filhas, cada uma com seus abacaxis q eu tô tentando ajudar a descascar. Eu também tô tentando resolver problemas meus. E ainda tem a vida social de todos 4 membroa da família pra eu administrar sem que ninguém se sinta prejudicado.
Daí me falam pra eu tomar um chazinho pra ajudar a levar a vida. Providenciei um
Chazinho de Rivotril mesmo! Me ajuda a desligar à noite e conseguir descansar pra enfrentar cada um dia após o outro.
E vamos que vamos!
São 2 filhas, cada uma com seus abacaxis q eu tô tentando ajudar a descascar. Eu também tô tentando resolver problemas meus. E ainda tem a vida social de todos 4 membroa da família pra eu administrar sem que ninguém se sinta prejudicado.
Daí me falam pra eu tomar um chazinho pra ajudar a levar a vida. Providenciei um
Chazinho de Rivotril mesmo! Me ajuda a desligar à noite e conseguir descansar pra enfrentar cada um dia após o outro.
E vamos que vamos!
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Música na vida das pessoas
Eu sempre gostei de música.
Quando eu tinha 9 anos meu pai me deu um rádio AM/FM com toca fitas! Olha só que luxo!
Foi um êxtase. Ouvia música o dia todo. Acho que só larguei esse radinho quando ganhei um 3 x 1 aos 15 anos.
E sempre quis tocar um instrumento. Tenho um tio que tocava 1 única música ao violão pra mim qdo eu era pequena. O Vira, dos Secos e Molhados. Eu simplesmente adorava aquilo.
Mas euzinha, pobre de marré desci, não tinha lá muitas opções de fazer alguma aula de qualquer instrumento que fosse.
Mas quando eu tinha uns 22 anos, por várias questões paralelas que não vem ao caso no momento, me vi no SESC Tijuca, com um violão na mão, frequentando minhas primeiras aulinhas. E na verdade frequentei todas as aulas de violão disponíveis. Entrei pro coral também. Vivia no SESC junto com o povo da música, e lá passei anos muito bons. Até tocava direitinho o tal do violão, lia partitura e tudo, no coral dava pro gasto... conheci quem hoje é meu marido, e também conheci muitos e bons amigos que também me acompanham até hoje.
Eu era feliz e sabia!
Daí aconteceu que entrei pra faculdade e os violões ficaram de lado por vários anos. Eu enferrujei de uma forma assustadora. Não é como andar de bicicleta, vc esquece mesmo, perde tudo que vc custou anos pra conquistar.
Depois da faculdade veio o casamento e depois as filhas. E os violões aos poucos voltaram a ficar expostos... surgiram alguns instrumentos de percussão... de vez em qdo pegava pra tentar lembrar de alguma coisa.... e as crianças começaram a se interessar.
Pediam pra pegar, manusear, mexer nas cordas... e acabaram ganhando um violão de Natal.
E eu tratei de chamar uma daquelas amigas do SESC pra dar aulinha pra elas. Achei que eu mesma não iria dar contar. E eu estava certa. Alguns amiguinhos das minhas filhas também se interessaram, uns já tinham violão e outros compraram só pra essas aulinhas.
E de repente, minhas 2 filhas e mais 4 amigos fazendo aula de violão aqui em casa toda quinta feira. E hoje eles cantaram e se acompanharam pela primeira vez em uma música inteira. Foi tão bonitinho.
E fica aqui na minha mente que eles poderão ter experiências parecidas com as minhas... tocarão violão entre eles e outros muitos amigos que eles conhecerão por conta da música.
Serão astros da música? provavelmente não! mas serão mais sensíveis, inteligentes e interessantes.
Um gostará de rock, outro de mpb, outro de pop, outro de alguma coisa que nem deve existir ainda... mas terão tido a experiencia de tocar um instrumento muito versátil e lindo.
Eu me sinto emocionada de estar contribuindo de algum modo para que eles tenham boas experiências nesse primeiro contato com instrumento.
Já sou fã desses pequenos!
Quando eu tinha 9 anos meu pai me deu um rádio AM/FM com toca fitas! Olha só que luxo!
Foi um êxtase. Ouvia música o dia todo. Acho que só larguei esse radinho quando ganhei um 3 x 1 aos 15 anos.
E sempre quis tocar um instrumento. Tenho um tio que tocava 1 única música ao violão pra mim qdo eu era pequena. O Vira, dos Secos e Molhados. Eu simplesmente adorava aquilo.
Mas euzinha, pobre de marré desci, não tinha lá muitas opções de fazer alguma aula de qualquer instrumento que fosse.
Mas quando eu tinha uns 22 anos, por várias questões paralelas que não vem ao caso no momento, me vi no SESC Tijuca, com um violão na mão, frequentando minhas primeiras aulinhas. E na verdade frequentei todas as aulas de violão disponíveis. Entrei pro coral também. Vivia no SESC junto com o povo da música, e lá passei anos muito bons. Até tocava direitinho o tal do violão, lia partitura e tudo, no coral dava pro gasto... conheci quem hoje é meu marido, e também conheci muitos e bons amigos que também me acompanham até hoje.
Eu era feliz e sabia!
Daí aconteceu que entrei pra faculdade e os violões ficaram de lado por vários anos. Eu enferrujei de uma forma assustadora. Não é como andar de bicicleta, vc esquece mesmo, perde tudo que vc custou anos pra conquistar.
Depois da faculdade veio o casamento e depois as filhas. E os violões aos poucos voltaram a ficar expostos... surgiram alguns instrumentos de percussão... de vez em qdo pegava pra tentar lembrar de alguma coisa.... e as crianças começaram a se interessar.
Pediam pra pegar, manusear, mexer nas cordas... e acabaram ganhando um violão de Natal.
E eu tratei de chamar uma daquelas amigas do SESC pra dar aulinha pra elas. Achei que eu mesma não iria dar contar. E eu estava certa. Alguns amiguinhos das minhas filhas também se interessaram, uns já tinham violão e outros compraram só pra essas aulinhas.
E de repente, minhas 2 filhas e mais 4 amigos fazendo aula de violão aqui em casa toda quinta feira. E hoje eles cantaram e se acompanharam pela primeira vez em uma música inteira. Foi tão bonitinho.
E fica aqui na minha mente que eles poderão ter experiências parecidas com as minhas... tocarão violão entre eles e outros muitos amigos que eles conhecerão por conta da música.
Serão astros da música? provavelmente não! mas serão mais sensíveis, inteligentes e interessantes.
Um gostará de rock, outro de mpb, outro de pop, outro de alguma coisa que nem deve existir ainda... mas terão tido a experiencia de tocar um instrumento muito versátil e lindo.
Eu me sinto emocionada de estar contribuindo de algum modo para que eles tenham boas experiências nesse primeiro contato com instrumento.
Já sou fã desses pequenos!
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