Eu sou carioca de alma, coração e nascimento, apaixonada pela minha cidade, defensora dos meus conterrâneos e de nosso jeitão que nem sempre é compreendido pelos reles mortais.
Nunca fui muito sensível ao alarmismo, nunca deixei de fazer minhas coisas, ir aonde eu quisesse ir e praticar minhas carioquices explícitas. Aliás, essas carioquices é que me encantam. Colocar um chinelo e passar o dia no aterro do flamengo, tomar um chopp num barzinho, visitar os inúmeros eventos ao ar livre que encantam tanto nos nativos quanto os de fora.
Mas o que essa cidade tem experimentado nos últimos anos é desanimador, é desesperador, é desumano. Todos estamos entregues a nossa própria sorte. Não há como se proteger, não há como evitar, não há mais hora nem local.
Quem deveria nos representar e nos ajudar são os que mais nos prejudica. Nossa vida não vale mais nada. Não temos mais dignidade, direito a vir e vir, funcionários públicos não recebem salário. Não sei o que mata mais nessa cidade: se é a de segurança pública ineficiente e corrupta ou a saúde pública falida e moribunda.
O que será dessa cidade do Rio de Janeiro?
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